Psicofármacos No Tratamento Da Dependência Química: Uma Revisão Revista Interdisciplinar De Estudos Em Saúde
A dependência química não afeta apenas o adicto, mas também a sua família e pessoas próximas. Os motivos que levam à dependência alcoólica são muitos, como a pressão social, a necessidade de aceitação, problemas familiares ou mesmo a busca por prazer. A dependência química pode estar relacionada ao consumo de diferentes substâncias, sejam elas lícitas ou ilícitas. É importante ver o dependente químico como alguém que possui uma doença crônica – e ela, como qualquer outra, exige abordagem terapêutica.
telefone de clínica de recuperação
Consiste na ingestão de doses cada vez menores da substância causadora da dependência até que o organismo se acostume a viver sem ela. Por isso, a internação em hospitais especializados é importante para que o paciente receba todo o suporte necessário à superação do vício. Um dos propósitos mais relevantes da internação é o afastamento de ambientes e de pessoas que usam drogas.
Ele irá entender a conexão entre seus comportamentos e problemas, além dos benefícios de parar de usar a tal substância. O dependente químico que está nesta fase procura de argumentos para defender seus atos, negando os obstáculos enfrentados. Além disso, é abordado o uso de álcool e drogas, relacionando-os com os prejuízos causados. Em consulta com o médico, o caso vai ser narrado e o profissional vai fazer a avaliação. Após a análise do quadro, ele pode emitir um laudo com as informações necessárias para que se configure a internação involuntária. A internação voluntária é o modelo em que adicto aceita ir a uma clínica especializada e receber o tratamento necessário.
No entanto, em muitos casos, faz-se necessário um trabalho de recuperação da autoconfiança, para que o paciente consiga reassumir algum compromisso pessoal e/ ou sociofamiliar, dando o primeiro passo para a recuperação de sua autonomia e autodeterminação. Em outros casos, são os próprios adictos que procuram o recurso da internação para interromper e se afastar do consumo compulsivo de substâncias. Perante sua própria incapacidade de controlar seus impulsos pelo consumo, o adicto aprende a pedir ajuda e se manter longe das drogas, pelo menos por um tempo. Outro grande facilitador do tratamento, evitando internações desnecessárias, poderia ser a Estratégia de Saúde da Família (ESF) em comunidades com acentuada vulnerabilidade social, como as periferias das grandes e médias cidades brasileiras.

A partir disso, o procedimento será um tratamento para dependência química com, ou sem internação, somado a orientações familiares. Quando o caso é para internação, avaliaremos sua gravidade para definir especificamente o melhor período de tratamento. A internação para tratamento da dependência química não deve ser utilizada como instrumento de punição do adicto, podendo, nestes casos, dificultar a abordagem terapêutica devido à resistência do mesmo ao tratamento. A recuperação do dependente químico só é possível através da total adesão ao tratamento, dependendo diretamente da vontade do indivíduo em se libertar do vício. A desintoxicação é a fase inicial de todos os tipos de tratamento para dependentes químicos. Considerando a relação entre depressão e uso de drogas, as terapias combinadas são focadas na reversão dos prejuízos fisiológicos e na redução dos sintomas da abstinência que podem gerar tais complicações.
O Programa dos 12 Passos é a última fase do nosso tripé de tratamento e também um espaço para compartilhar experiências. Dito isso, ainda confio que a internação seja o melhor caminho – preferencialmente voluntária, mas se não for possível, os outros tipos também devem ser considerados. Afinal, toda pessoa tem a sua própria trajetória, que não deve ser desconsiderada na adoção do tratamento ideal. Substâncias que são fumadas, como tabaco e maconha, podem desencadear problemas respiratórios graves, tais quais enfisemas e neoplasias de boca, faringe, laringe e pulmões.
Essa é uma abordagem moderna, que desmistifica aquela falsa ideia de que todo adicto usa drogas porque quer ou porque não tem caráter. No entanto, isso não significa dizer que ela não seja perfeitamente tratável e que o indivíduo não possa retomar a sua qualidade de vida com uma supervisão adequada. Afinal, ele é o principal responsável pela liberação da dopamina, neurotransmissor que gera as nossas sensações de prazer e que é estimulado no uso da droga. Eles incluem tipo de substância ingerida, dosagem, tolerância do organismo, via de administração e mistura de drogas diferentes, entre outros. Nesse caso, os entorpecentes passam a ser um refúgio do adicto na busca por sensações de bem-estar e, consequentemente, alívio de sentimentos ruins, como ansiedade e medo. Nessas circunstâncias, o ideal é mesclar terapias e conversar com os familiares a respeito das metodologias mais adequadas.